Jorge Braz defende cursos para treinadores no Luxemburgo



 

Por Álvaro Cruz

O evento que contou com a colaboração da Federação Luxemburguesa de Futebol (FLF) registou meia centena de inscritos de praticamente todas as equipas . Treinadores, dirigentes e jogadores viveram uma experiência considerada por muitos como “fantástica”, tendo o prestigiado treinador português destacado também a “grande paixão e qualidade” de muitos dos formandos, defendendo que “a realização de cursos para treinadores de futsal no Luxemburgo é fundamental para o desenvolvimento da modalidade no país”. 

Jorge Braz começou por dizer ao CONTACTO que o balanço da formação foi “altamente positivo”. Para o seleccionador luso, “foi notória, por parte de todos, a vontade de aprender e assimilar conhecimentos de futsal, associada a uma grande paixão em relação à modalidade”, explica.

“Para mim foi uma grande satisfação ter vindo pela primeira vez ao Luxemburgo e estar com pessoas que demonstraram ao longo destes três dias uma grande vontade de desenvolver e melhorar o futsal no país. Quando existe esta receptividade, tudo é mais fácil”.

Sobre as qualidades dos formandos, Jorge Braz salientou o facto de “haver gente que já tem algum conhecimento do jogo, jogadores com qualidade e talento individuais e, fundamentalmente, interesse em evoluir que é o principal indicador para que o futuro do futsal no Grão-Ducado possa ser risonho”.

Apesar de estar no início do segundo ano de campeonato, Jorge Braz diz que a competição “tem pernas para andar”, sublinhando que “o Luxemburgo é um país com características muito particulares para desenvolver a modalidade. Tem recursos humanos com potencial e vontade para levar o projecto para a frente, mas o importante é que trabalhem todos na mesma direcção para haver uma colaboração entre as entidades, responsáveis e clubes para se consolidar a família do futsal”.

Para o seleccionador português, a “formação de treinadores através de cursos específicos” é um dos processos mais importantes para o desenvolvimento da modalidade. “É fundamental que a federação luxemburguesa, como responsável do campeonato, possa criar um programa de formação aqui, já que a UEFA tem ajudado alguns países. Se eles perceberam isso, vão ajudar a desenvolver a modalidade, o que poderá ser benéfico até para a própria federação”, rematou.

Filipe Pinto, treinador da Amicale Clervaux, destacou os “excelentes momentos” passados “nestes três dias”. Para o técnico nortista, “esta formação foi fantástica. Foi um grande privilégio termos tido entre nós um treinador de futsal desta qualidade. A formação foi uma excelente iniciativa que serviu como para podermos passar a outros patamares de conhecimento no futuro”, concluiu Pinto.

Carlos Gabriel, treinador da US Esch Futsal, alinha pelo mesmo diapasão. O técnico português da formação de Esch/Alzette disse ao CONTACTO que “foram três dias fora de série”.

Para o técnico de futsal “foi óptimo termos uma pessoa do gabarito e com os conhecimentos que possui o seleccionador português. Só não aprendeu quem não quis”, sublinha Gabriel que não se importava nada de continuar a ouvir Jorge Braz “por mais umas boas horas”.

in wort.lu

 

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