Espanha marca final com a Rússia
por Paul Saffer
A Espanha terminou com as esperanças do estreante Cazaquistão e marcou presença na final com a equipa que, em 2014, terminou com o reinado espanhol de nove anos, a Rússia.
Sem o contributo do seu jogador mais importante, o guarda-redes Higuita, devido a castigo, bem como do lesionado Chingiz Yesenamanov, o Cazaquistão teve de defrontar uma formação que soma 25 vitórias seguidas desde que perdeu no prolongamento as meias-finais de 2014 ante a Rússia. Contudo, Aleksandr Dovgan colocou os cazaques na frente após um passe de Douglas.
A Espanha foi rápida a responder, com o remate de Miguelín a ser travado pelo substituto de Higuita, Grigori Shamr, mas Bebe teve sucesso na recarga. Miguelín também marcou a seguir e, antes do intervalo, um belo passe de Ortiz deu a Raúl Campos a possibilidade de marcar o terceiro golo, não a desperdiçando. Mikhail Pershin foi o guarda-redes do Cazaquistão desde o início sempre que Cacau apostou numa táctica de cinco contra quatro, mas no arranque do segundo tempo, Alex colocou a bola na baliza deserta, depois de Miguelín a ter ganho a meio-campo.
Leo, que também jogou a guarda-redes avançado, reduziu e Serik Zhamankulov garantiu uns últimos três minutos emocionantes, mas Raúl Campos acabaria por colocar o resultado fora do alcance contrário.
A chave
Higuita tem sido fundamental para o sucesso do Cazaquistão e do Kairat Almaty sob o comando de Cacau, tanto pela sua capacidade de guarda-redes como pela qualidade a jogar mais avançado no terreno, garantindo longos períodos de posse de bola. Apesar dos breves momentos na liderança, o Cazaquistão nunca mostrou ser a mesma equipa sem o contributo deste jogador.
Espanha no bom caminho
Apesar de se ter visto em desvantagem pela primeira vez nesta fase final, a Espanha foi claramente a melhor equipa e tem agora a possibilidade de bater a Rússia. Não há dúvida que tem sido a mais forte formação em Belgrado.
A boa estreia do Cazaquistão
Com a equipa na máxima força, o Cazaquistão poderia ter repetido os feitos do Kairat, duas vezes vencedor da UEFA Futsal Cup e que vai tentar a terceira conquista na fase final do mais importante torneio de clubes da modalidade na UEFA, em Espanha, no próximo mês de Abril. A tarefa esta quinta-feira era demasiado difícil, mas sob o comando de Cacau esta é já uma equipa poderosa, que quase discutiu o resultado até ao fim.
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