Espanha rejubila com regresso ao trono
por Paul Saffer e Nuno Tavares
José Venancio López, seleccionador da Espanha
Tenho de dar os parabéns à UEFA e à Federação da Sérvia pela organização deste grande espectáculo. Foi um grande torneio e um grande passo em frente para o futsal europeu. Falando do torneio, é meu dever dar os parabéns ao terceiro classificado Cazaquistão, à finalista vencida Rússia e à quarta classificada Sérvia, bem como à minha equipa. Eles trabalharam arduamente, de forma muito concentrada e foram uma equipa muito séria. Os meus jogadores mostraram a todos que são os melhores e que nós temos a melhor equipa.
Fomos magníficos na primeira parte e fizemos tudo aquilo que tínhamos planeado. Correu melhor do que aquilo que tínhamos previsto. Queríamos impedir a Rússia de movimentar a bola da forma que gostam e conseguimos marcar dois golos na sequência de recuperações de bola. A partir desse momento estivemos sempre no controlo das operações e defendemos o guarda-redes avançado de forma brilhante. Sempre que ganhávamos a posse de bola marcávamos um golo.
O modo como temos trabalhado, os jogadores, a federação... é muito importante. O torneio é a prova que a nossa Liga é a melhor da Europa e os jogadores voltaram a surpreender-me. Quando chegámos aqui a Belgrado eu disse-lhes algo importante: "Vocês são a melhor equipa que eu já treinei". E eu treinei muitas! Eles merecem seguramente esta vitória.
Sergei Skorovich, seleccionador da Rússia
Aquilo que posso dizer neste momento é que perdemos e que a Espanha foi melhor. Tudo aquilo que me compete fazer é dar-lhes os parabéns. Estávamos preparados para as bolas paradas da Espanha, uma vez que sabíamos que eles são muito bons nesse capítulo. Também nos preparamos para a pressão da Espanha, até porque estávamos cientes que era muito perigoso cometermos erros no nosso meio-campo. No entanto, graças aos erros que cometemos vimo-nos com uma desvantagem de quatro golos e já não havia como parar a Espanha. Fizemos algumas coisas bem e outras más, mas de qualquer das formas a Espanha soube aproveitar os nossos erros. Foram eles que nos forçaram a errar.
A ausência de qualquer jogador pode influenciar o jogo. Hoje foi o Eder Lima, mas eu não posso criticar os jogadores que estiveram em campo, uma vez que deram o seu melhor. É óbvio que não nos sentimos bem neste momento, mas podemos encarar este momento de outra perspectiva: foi a nossa terceira final consecutiva.
in UEFA.com
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