Ainda há esperança apesar do desaire inesperado
Ao contrário da Geórgia, os cazaques procuraram discutir o resultado – até porque era a sua única possibilidade de ainda ter uma palavra a dizer na qualificação direta para Belgrado –, pese embora, em alguns momentos do encontro, tenham sido “asfixiados” ofensivamente.
A partida começou com Portugal a comandar as operações e a dispor de sucessivas situações de perigo junto às redes à guarda de Higuita. Aos três minutos, um lance de Ricardinho levou Suleimenov a introduzir a bola na própria baliza, depois de fortemente pressionado pelo “mágico” luso.
O figurino do encontro não se alterou durante grande parte da etapa inicial, ainda que o Cazaquistão tenha, desde cedo, procurado criar desequilíbrios, com a utilização do guardião Higuita como guarda-redes avançado.
Mas a verdade é que a Seleção Nacional estava melhor e criava diversas ocasiões para marcar, chegando a sufocar o adversário.
Nos últimos instantes da primeira parte, Cardinal viu o cartão vermelho direto e deixou a Equipa das Quinas com dois minutos complicados no arranque dos segundos 20 minutos cronometrados. Portugal até sobreviveu à desvantagem numérica (vendo duas bolas baterem nos postes), mas acabou por consentir o empate, aos 27 minutos, num tento de Pengrin.
Com o Cazaquistão a crescer em confiança, e com Higuita cada vez a assumir-se mais como guarda-redes avançado, o jogo entrou numa fase de maior imprevisibilidade, que claramente não servia aos interesses da nossa Seleção.
Tanto assim foi que, aos 35 minutos, Pershin colocou os cazaques na frente do marcador, na sequência de uma transição rápida.
Os últimos minutos foram de intensa pressão lusa, com Pedro Cary a assumir o papel de guarda-redes avançado, mas sem resultados. Foi o Cazaquistão quem acabou mesmo por aumentar para 3-1 a vantagem, resultado com que se chegou ao final do encontro.
fpf.pt