Entrevista de Marcos Antunes, selecionador nacional de Angola à Agência Lusa. "A maior adversidade que temos é, estruturalmente, a nível financeiro"



O selecionador angolano de futsal, o português Marcos Antunes, disse em declarações à agência Lusa que a maior dificuldade que enfrenta é a situação financeira que a federação da modalidade se debate, mas acredita em soluções para um futuro melhor.

“Não sou muito de me queixar ou ver as coisas como problemas. Foco-me essencialmente nas soluções. A maior adversidade que temos é, estruturalmente, a nível financeiro, porque é extremamente importante para tornar exequível todos os nossos projetos, e sem verbas é extremamente difícil conseguir”, disse.

O selecionar garantiu que, juntamente com a Federação Angolana de Futsal (Fafusa), tem procurado soluções para fazer face às dificuldades financeiras.

“Juntamente com a direção da Fafusa, procuramos patrocinadores que nos permitissem fazer verdadeiros milagres. Numa altura difícil, conseguimos já fazer três estágios, um em Luanda, um no Namibe e o último na Huíla. Estágios com condições muito, mas muito boas, proporcionadas pelos Governos Provinciais locais, parceiros de excelência neste processo de crescimento do futsal angolano”, referiu.

Marcos Antunes salientou que o futsal angolano evoluiu muito nos últimos anos e destacou o interesse que a modalidade desperta no país e a qualidade dos jogadores que já “passa fronteiras”.

“Se compararmos a nível temporal, podemos dizer que está realmente melhor, mais visível, mais organizado. Mas isso só não chega. Estamos a falar de uma modalidade que enche espaços ao ar livre e pavilhões. No último Nacional de 2022, no Namibe, todos os dias tínhamos quatro mil pessoas no pavilhão, a ver jogos, tanto no feminino como no masculino. As pessoas têm vontade de continuar a fazer crescer a modalidade, mas falta mais diálogo, mais sinergias, mais entreajuda”, defendeu.

Face as dificuldades encontradas, e com vista a ajudar a melhorar o futsal angolano, Marcos Antunes disse que com a ajuda da federação tem implementado vários projetos virados para formação e massificação da modalidade em território angolano.

“Sou da opinião clara que ninguém faz nada sozinho. E aqui a direção da Fafusa e o seu presidente têm sido uns verdadeiros heróis. Criámos o Projecto Njozi, e operacionalizamos no terreno o mesmo, apostando nos escalões de formação. Oferecemos bolas, mas sobretudo estivemos presentes, trazendo a nossa ideia e metodologia de trabalho”, explicou o selelcionador.

Marcos Antunes acredita que com o seu livro, intitulado “De São Martinho de Mouros à Tundavala”, e que vai ser apresentado em breve em território angolano, a federação vai passar a contar com mais um instrumento para desenvolver o futsal angolano.

O treinador português manifestou ainda vontade de apurar a seleção angolana no Campeonato Africano e no Mundial, em 2024.


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