Rio Ave impõe eficácia nos momentos certos e vence um Fundão sempre competitivo
O Rio Ave venceu a AD Fundão por 6-4 num encontro intenso, aberto e marcado por respostas imediatas, alternâncias no marcador e eficácia nos momentos-chave. Num jogo onde o Fundão nunca deixou de competir, foi a leitura dos instantes decisivos e a capacidade de castigar erros que acabaram por fazer a diferença para os vila-condenses.
O arranque foi vivo e equilibrado, com as duas equipas a testarem cedo os guarda-redes. O primeiro golpe surgiu cedo, mas de forma inesperada. Aos 6 minutos, um erro de Moreira permitiu a Mário Freitas inaugurar o marcador (0-1) para o Fundão. A resposta do Rio Ave foi imediata e reveladora do espírito da equipa. Quinze segundos depois, Francisco Silva assinou o empate (1-1) num brilhante momento individual, devolvendo equilíbrio e confiança à formação da casa.
O jogo manteve-se intenso, com oportunidades de parte a parte e guarda-redes em destaque. Aos 12 minutos, Serginho, quase sem ângulo, consumou a reviravolta para 2-1, após recarga bem trabalhada num livre, premiando a insistência ofensiva do Rio Ave. A vantagem, contudo, durou pouco. Aos 13’, Táta finalizou uma jogada coletiva de grande qualidade do Fundão, restabelecendo o 2-2.
Ainda antes do intervalo, o Rio Ave voltou a ser mais eficaz. Aos 15 minutos, Cigano serviu Góis, que com classe tirou Jaime Arthur da frente e fez o 3-2, fechando uma primeira parte equilibrada, mas com ligeira vantagem para os vila-condenses.
A segunda parte confirmou o tom do encontro. Aos 22 minutos, Peixinho conduziu e descobriu Gustavo, que após defesa de Jaime Arthur finalizou na recarga para o 4-2, num golo que deu algum conforto ao Rio Ave. O Fundão reagiu de imediato e voltou a encurtar distâncias. Aos 23’, Gui Torres ganhou a bola aos 20 metros, conduziu e rematou colocado para o 4-3, mantendo o jogo totalmente em aberto.
O momento que quebrou o ritmo do Fundão surgiu pouco depois. Aos 25 minutos, Cigano aproveitou uma receção infeliz de Uesler e, com a baliza deserta, fez o 5-3, num lance caricato, mas decisivo, quando o Fundão se preparava para assumir maior risco. A resposta beirã quase surgiu de imediato, com Táta a acertar no poste, mas foi o Rio Ave quem voltou a marcar. Aos 26’, num canto cobrado por Zezinho, a bola desviou em Sissi e resultou em autogolo (6-3).
O Fundão não desistiu. Aos 29 minutos, Jaime Arthur marcou um grande golo na sequência de um canto combinado, reduzindo para 6-4 e relançando a partida. Nos minutos finais, o jogo abriu por completo, com bolas nos ferros, tentativas de longa distância e o Fundão a arriscar no 5x4, mas o Rio Ave mostrou maturidade defensiva e alguma dose de eficácia para segurar a vantagem até ao apito final.
O resultado reflete um jogo de alta intensidade, onde o Rio Ave foi mais eficaz nos momentos que realmente decidem partidas, frente a um Fundão competitivo, criativo e sempre disposto a discutir o resultado até ao fim.
Figura do Jogo — Rúben Góis (Rio Ave)
Determinante na forma como o Rio Ave geriu os momentos-chave do encontro. Participou diretamente em vários golos, marcou, assistiu e foi decisivo na forma como a equipa respondeu sempre que o Fundão tentou relançar o jogo. A sua qualidade técnica, leitura entre linhas e capacidade para decidir sob pressão ajudaram a transformar um jogo aberto numa vitória controlada nos instantes finais.