Arthur iluminou Angra: hat-trick e espetáculo na vitória encarnada
O SL Benfica carimbou a passagem à Final Eight da Taça da Liga Placard com uma vitória robusta por 6-1 nos Açores, perante um SC Barbarense que tentou contrariar o favoritismo encarnado, mas que acabou por sucumbir ao talento individual, ao ritmo competitivo e à maturidade de uma equipa claramente superior. A formação de Cassiano Klein entrou forte, matou o jogo cedo e controlou todos os momentos, avançando com autoridade para a próxima fase da competição.
A partida começou com intensidade máxima. Logo no primeiro minuto, Diego Nunes testou por duas vezes o guarda-redes Tiago Correia, mostrando desde cedo a agressividade ofensiva das águias. O Benfica organizava-se em 4x0, dominando a posse e empurrando o Barbarense para o seu meio-campo, ainda que a equipa açoriana tentasse explorar transições rápidas.
Aos 4 minutos, o primeiro golpe: Pany Varela cobrou uma reposição lateral na esquerda para a zona dos 12 metros, onde Arthur apareceu solto para finalizar rasteiro e assinar o 0-1. No lance seguinte, os açorianos podiam ter empatado, quando Ricardinho apareceu nas costas de Silvestre Ferreira – que escorregou –, mas o remate saiu ao lado.
A resposta do Benfica foi imediata e brutal. Aos 5 minutos, canto de Pany Varela, bola em arco e Arthur, de primeira e sem deixar cair a bola, disparou um míssil para o ângulo, marcando um golo extraordinário que aumentou a vantagem para 0-2.
O Barbarense tentava equilibrar, mas sem capacidade para travar o ritmo imposto pelas águias. Ainda assim, aos 10 minutos, num erro raro de André Correia ao sair com a bola controlada, Alexandre Conde aproveitou e, ainda do seu meio-campo, rematou colocado para a baliza deserta, reduzindo para 1-2.
O susto não abalou o Benfica. Jacaré continuava a criar perigo, Diego Nunes acelerava nas alas e os encarnados controlavam o jogo com inteligência. A cinco minutos do intervalo, após canto de Pany, Raúl Moreira rematou ligeiramente por cima, e aos 19 minutos surgiu outro momento de classe: Arthur, novamente de primeira, finalizou rasteiro entre as pernas de Tiago Correia após bola cruzada por Silvestre. O Benfica voltava a respirar confortavelmente com o 1-3.
Até ao intervalo, ainda houve mais perigo: André Correia rematou forte, a bola desviou em Afonso Jesus e bateu no poste, mas o resultado não se alterou.
Na segunda parte, o Barbarense introduziu Miguel Ribeiro na baliza, mas rapidamente percebeu que a tarefa continuaria árdua. Logo aos 21 minutos, André Correia rematou forte e obrigou o guardião açoriano a excelente intervenção. O Benfica seguia senhor do jogo.
Aos 28 minutos, Arthur arrancou da ala, entrou por dentro e assistiu Jacaré, que rodou e rematou para o 1-4, num lance de classe do pivo brasileiro. Pouco depois, Paulo Santos desperdiçou a melhor oportunidade açoriana do segundo tempo, rematando muito torto com a baliza praticamente aberta.
O Benfica continuava a somar jogadas trabalhadas. Aos 33 minutos, Pany Varela tabelou com Jacaré, este segurou e serviu de volta o capitão, que finalizou de pé esquerdo para o 1-5, numa jogada lindíssima de entendimento ofensivo.
O Barbarense, chegou às 5 faltas e tentou o 5x4, mas sem grande critério. Aos 36 minutos, Silvestre Ferreira dispôs de um livre de 10 metros, mas Miguel Ribeiro defendeu em parede, mantendo viva alguma esperança.
Mas a sentença do jogo viria já nos últimos instantes. Aos 40 minutos, com o Barbarense em 5x4 e numa reposição lateral mal executada, Jacaré recuperou a bola ainda no seu meio-campo e rematou para a baliza deserta, fechando o marcador em 1-6. Nos segundos finais, Silvestre voltou a desperdiçar um livre de 10 metros, novamente travado por Miguel Ribeiro.
Com esta vitória, o SL Benfica avança com autoridade para a Final Eight da Taça da Liga, confirmando o excelente momento que vive em todas as competições. Para o SC Barbarense, resta a nota de esforço e coragem, mas a diferença de qualidade individual e coletiva foi evidente durante todo o encontro.
A figura do jogo foi Arthur, autor de um hat-trick técnico, elegante e decisivo, num recital de finalização.