Uruguai sabe sofrer, insiste até ao fim e arranca triunfo frente ao Equador
Num jogo marcado pela alternância emocional e pela capacidade de resposta de ambas as equipas, o Uruguai venceu o Equador por 3-2, na jornada inaugural da CONMEBOL Copa América Futsal 2026™. A Tri chegou por duas vezes ao empate, mas a Celeste revelou maior critério nos momentos decisivos e saiu vencedora de um duelo intenso e imprevisível.
A primeira parte foi marcada por muito estudo, ritmo irregular e poucas situações claras de finalização. O Equador tentou assumir iniciativa através de circulação longa e recurso frequente ao guarda-redes no apoio ofensivo, enquanto o Uruguai apostava numa organização mais compacta, à espera do momento certo para acelerar.
Quando tudo parecia encaminhar-se para um intervalo sem golos, surgiu o primeiro momento-chave do jogo. A um minuto do descanso, Brandon Díaz insistiu pela ala esquerda, ganhou o duelo individual e serviu para trás, onde Camilo García, sem oposição e com a baliza deserta, fez o 0-1. Um golo que premiou a persistência uruguaia e castigou uma perda de concentração da Tri.
A segunda parte foi tudo aquilo que a primeira não foi.
O Equador entrou determinado a reagir e assumiu riscos desde o apito inicial. Logo aos 2 minutos, com o guarda-redes integrado no ataque, Xavier Chiquito arriscou de muito longe e marcou um golaço, restabelecendo a igualdade e incendiando o encontro.
A resposta do Uruguai foi imediata. Um minuto depois, Diego Defiore, com um remate forte e colocado, devolveu a vantagem à Celeste, mostrando que o jogo estava longe de ter dono. Mas a Tri voltou a provar que não estava ali apenas para competir. Aos 6 minutos, Jonathan Vera apareceu em zona frontal e bateu Mathías Fernández, fazendo o 2-2 e relançando novamente o jogo.
A partir daí, o duelo entrou num registo de ida e volta, com ambas as equipas a jogarem no limite do risco. O Equador cresceu emocionalmente, mas foi o Uruguai quem manteve maior lucidez nos momentos decisivos.
Aos 12 minutos, mais uma vez Brandon Díaz desequilibrou pelo flanco, criou vantagem no um para um e colocou a bola na área. Franco Duque, oportuno, desviou para o 3-2, fixando o resultado final e premiando a insistência uruguaia.
Nos minutos finais, o Equador voltou a recorrer ao guarda-redes avançado, mas encontrou uma Celeste solidária, organizada e capaz de gerir a vantagem com maturidade competitiva.
Uma vitória que não foi confortável, mas que explica bem uma ideia simples do futsal de alto nível: não ganha sempre quem joga melhor durante mais tempo, mas quem decide melhor nos momentos-chave.
Figura do Jogo — BRANDON DÍAZ (Uruguai)
Decisivo sem precisar de marcar. Assistiu no primeiro golo, voltou a criar a jogada do terceiro e foi o jogador que mais vezes desequilibrou no último terço. Leu os tempos do jogo, insistiu quando era preciso e foi o fio condutor ofensivo da Celeste. Uma exibição de liderança, inteligência e impacto real no resultado.