Empate com Iraque garante liderança do Grupo A à Indonésia
O resultado definiu desde já os duelos dos quartos de final: a Indonésia vai medir forças com o Vietname, enquanto o Iraque terá pela frente a Tailândia, ambos os encontros agendados para terça-feira.
Primeira parte: intensidade, bola parada e muito ferro
O jogo começou a um ritmo elevado, com as duas equipas a procurarem assumir o controlo desde o apito inicial. A Indonésia foi a primeira a criar perigo, obrigando Ibrahim Ahmed a intervenção decisiva após remate de Reza Gunawan, mas o Iraque respondeu de imediato, com Salim Faisal a fazer estremecer a barra num remate exterior.
Os iraquianos voltaram a ficar perto do golo no quinto minuto, novamente travados pelo ferro, desta vez num remate de ângulo reduzido de Haedr Majed. No entanto, foi a Indonésia quem capitalizou primeiro, fiel a uma das suas principais armas ao longo da fase de grupos: a bola parada.
Na sequência de um pontapé lateral, Rio Pangestu encontrou Samuel Eko, que finalizou de primeira para o fundo da baliza, confirmando a eficácia indonésia em esquemas ofensivos.
Até ao intervalo, o jogo manteve-se aberto e repartido, com novas tentativas perigosas — Israr Megantara e Mustafa Ihsan ficaram a centímetros do golo — mas sem alteração no marcador.
Segunda parte: domínio iraquiano e impacto do 5x4
O Iraque entrou mais forte após o intervalo, empurrando a Indonésia para uma fase prolongada de organização defensiva. A melhor oportunidade surgiu cedo, quando Tareq Zeyad criou desequilíbrio individual, libertando Harith Saad para o remate, travado por uma intervenção segura de Muhammad Nizar.
A superioridade territorial iraquiana acabou por encontrar tradução no marcador através do 5x4 ofensivo. Com circulação paciente e mudanças constantes do centro de jogo, o Iraque desmontou a estrutura defensiva indonésia, criando espaço para Haedr Majed finalizar de pé direito e restabelecer a igualdade aos 30 minutos.
Nos minutos finais, o Iraque manteve pressão alta e voltou a criar perigo, mas Nizar voltou a ser decisivo, segurando o empate. A Indonésia, mais contida, mostrou maturidade na gestão do tempo, fechando linhas interiores e protegendo a baliza até ao apito final.
Leitura final
Num jogo de contextos bem definidos, a Indonésia voltou a demonstrar eficácia nos momentos-chave — bola parada e controlo emocional — enquanto o Iraque confirmou a sua capacidade para assumir o jogo, especialmente em ataque organizado e em superioridade numérica.
O empate foi suficiente para garantir a liderança do grupo aos anfitriões, mas deixou sinais claros de que ambas as seleções chegam aos quartos de final com argumentos distintos e bem identificados.