III Divisão Nacional de Futsal poderá chegar aos 50 clubes e mantém quatro subidas
O Campeonato Nacional da III Divisão de Futsal poderá passar a contar com até 50 clubes a partir da época 2026/27, mantendo-se como uma das provas mais representativas da base competitiva do futsal português.
A deliberação agora aprovada prevê a possibilidade de alargamento do número de participantes, sem alterar os princípios estruturais da competição. O modelo continuará assente em três fases distintas: uma primeira fase regular, organizada por séries geográficas; uma segunda fase em sistema de play-off; e uma terceira fase de apuramento de campeão, disputada por pontos.
Está igualmente garantido que quatro clubes sobem à II Divisão Nacional, preservando um dos pilares fundamentais da prova: a mobilidade competitiva. A III Divisão mantém-se, assim, como espaço de acesso real ao patamar nacional intermédio, valorizando projetos sustentados e consistentes ao longo da época.
A FPF prevê ainda a possibilidade de introduzir regras específicas para equipas B, bem como critérios próprios para clubes das Regiões Autónomas, em função da composição final das séries. Esta flexibilidade regulamentar permite adaptar o formato às contingências logísticas e competitivas, sem comprometer a equidade desportiva.
Mais do que um simples alargamento, a decisão reconhece o papel central da III Divisão enquanto estrutura de base do futsal federado, onde se cruzam projetos emergentes, clubes históricos e realidades regionais distintas.
Aqui a mudança é sobretudo de escala e de margem de gestão.
O comunicado prevê que a III Divisão:
seja disputada pelos clubes apurados na época anterior
e pode ter um acréscimo de participantes até um máximo total de 50 clubes.
Ou seja: não diz “vai ter 50”; diz que pode crescer até 50. E se crescer, a FPF define critérios de seleção dos clubes adicionais.
A estrutura da prova fica descrita com clareza:
3 fases:
1.ª fase (séries geográficas)
2.ª fase (play-off, eliminatórias)
3.ª fase (apuramento de campeão, por pontos)
Subidas: mantém-se um ponto crítico — sobem 4 clubes à II Divisão no final da prova.
Mais detalhes que têm impacto prático:
Na 1.ª fase, as séries são por localização geográfica e os clubes dos Açores são agrupados na mesma série.
O número de apurados e de descidas pode variar consoante o número de clubes por série.
A 2.ª fase (play-off) é a eliminar, a uma mão, por sorteio.
Pode haver regras específicas para equipas B e regras próprias para Regiões Autónomas (manutenção/descida/acesso).
O que isto muda mesmo?
Muda o “teto” de participantes (abre a porta a mais clubes), formaliza com mais nitidez o modelo em três fases e, sobretudo, dá à FPF uma ferramenta para ajustar formato caso haja variações no número de equipas — o comunicado prevê explicitamente essa possibilidade.