Luís Conceição destaca reação tática e Ana Azevedo pede mais eficácia após triunfo sobre a Finlândia




A Seleção Nacional feminina de futsal venceu esta terça-feira a Finlândia por 2-1, no primeiro de dois jogos de preparação realizados no Centro Multiusos de Lamego, num teste exigente frente a uma das adversárias que voltará a encontrar na Ronda de Elite de acesso ao Campeonato da Europa, agendada para novembro.

Num encontro intenso, físico e marcado por muitos duelos individuais, Portugal encontrou dificuldades perante uma Finlândia organizada e competitiva, mas soube ajustar na segunda parte e virar o marcador com maior critério estratégico.

No final da partida, o Selecionador Nacional Luís Conceição destacou precisamente essa capacidade de adaptação.

“Foi um jogo dentro daquilo que estávamos à espera. A Finlândia não esteve no Mundial por segundos, perdeu o apuramento por segundos. É positivo ver estas seleções crescerem em termos de qualidade. Há um conjunto de seleções na Europa que tem melhorado muito no futsal, têm trabalhado e apostado mais, e a Finlândia é um reflexo disso.”

O técnico sublinhou as dificuldades sentidas ao longo do encontro, sobretudo na forma como a equipa lusa lidou com a agressividade e intensidade do adversário:

“Já tinha criado dificuldades à Espanha na fase de apuramento, criou-nos essas dificuldades hoje, num jogo onde faltou criar oportunidades, muito físico, muito disputado e com muitos duelos individuais. Nós, em muitos momentos, não conseguimos aproveitar ou tirar vantagem do jogo mais físico delas.”

A chave acabou por surgir na segunda parte, com ajustes estratégicos:

“Viramos o jogo na segunda parte, mais com esquemas táticos. É melhorarmos um pouco para amanhã. Temos de chegar à zona de finalização e definir muito melhor o primeiro e último passe. Isto também nos ajuda a crescer, a estar focados nestes jogos, porque não são só as grandes competições que interessam.”

Também a capitã Ana Azevedo reconheceu as dificuldades sentidas, mas valorizou a maturidade coletiva da equipa:

“Sabíamos das dificuldades que íamos ter, focámo-nos muito na parte da finalização. Foi uma equipa que nos criou dificuldades por ser aguerrida e bem organizada. Em alguns momentos não soubemos contrariar a defesa delas, mas acho que no geral estivemos por cima do jogo.”

A capitã reforçou que o processo continua em construção e que há margem clara para evolução:

“Se calhar se tivéssemos finalizado melhor e aproveitado as oportunidades que tivemos, o resultado seria diferente. Mas isto faz parte, é um processo e o mais importante de tudo é olhar para nós e continuarmos a trabalhar. Se queremos estar no Europeu temos de trabalhar. Amanhã será outro jogo diferente. Vamos ver o que fizemos de menos bem para melhorar e potenciar aquilo que fizemos de bem.”

Portugal volta a medir forças com a Finlândia esta quarta-feira, novamente em Lamego, num segundo teste que permitirá consolidar ajustes táticos e reforçar rotinas competitivas numa fase decisiva de preparação rumo à qualificação europeia.

Foto:FPF


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