Quando tudo apontava para empate, Villian decidiu no último suspiro
O Pavilhão Gimnodesportivo de Ponte de Sôr recebeu um duelo intenso na 16.ª jornada da Liga Placard, com o SC Braga a vencer o Eléctrico FC por 3-2, num encontro decidido a apenas cinco segundos do fim. Foi um jogo de ritmo elevado, alternância de domínio e eficácia nas bolas paradas, onde os detalhes voltaram a ser determinantes.
A partida iniciou-se com o Braga a assumir a primeira posse e a entrar forte. Logo no minuto inaugural, Mamadu atirou ao poste da baliza de Diogo Basílio, deixando claro que os minhotos queriam impor autoridade.
O Braga mantinha pressão. Aos 2 minutos, após livre a cerca de 12 metros, Vilian rematou direto, Basílio defendeu com os pés e, na recarga, Tiago Brito atirou torto, desperdiçando nova oportunidade.
O Eléctrico respondeu em transição. Henrique Vicente arrancou do meio-campo até à área adversária, isolado em posição central, mas atirou ao lado da baliza de Dudu. Pouco depois, Telmo Sousa surgiu na cara do guarda-redes bracarense, tentou o desvio, mas Dudu defendeu com o ombro e a bola ainda embateu na barra, num dos momentos mais perigosos da primeira parte para a equipa alentejana.
O jogo estava vivo, intenso e repartido. Mamadu voltou a testar Basílio, enquanto Luís Fernandes e Tiago Sousa procuravam combinações rápidas no ataque minhoto. Ainda assim, ao intervalo, o marcador permanecia em branco, muito por mérito das intervenções dos dois guarda-redes.
A segunda parte trouxe ainda mais emoção. Aos 22 minutos, Dudu rematou do meio-campo, obrigando Diogo Basílio a uma excelente intervenção para canto. Era sinal de que o Braga regressava decidido.
O primeiro golo surgiu aos 24 minutos e teve origem numa bola parada trabalhada. Após lateral ofensivo cobrado por Mamadu, Luís Fernandes devolveu para trás e Vilian rematou de primeira para o 0-1. Um lance estudado que premiou a dinâmica ofensiva minhota.
A resposta do Eléctrico foi imediata. No minuto seguinte, Henrique Vicente recuperou a bola no seu meio terreno, combinou com Renato Almeida e finalizou para o 1-1. Ponte de Sôr reacendia-se.
Mas o Braga voltaria a ser letal nas bolas paradas. Aos 26 minutos, após canto cobrado por Mamadu, Ricardo Lopes rematou de primeira e Tiago Sousa apareceu na área a desviar de carrinho para o 1-2. Mais uma vez, eficácia máxima na execução.
O Eléctrico não baixou os braços. Aos 32 minutos, Diogo Basílio subiu no terreno e assistiu Simi, que isolado na zona de grande penalidade atirou ao lado, desperdiçando grande oportunidade. Pouco depois, surgiu o empate.
Aos 36 minutos, erro grave de Tiago Brito perto da sua área, ao tentar assistir Vitão. A bola sobrou para Thiago da Silva, que não perdoou e fez o 2-2. O jogo entrava nos minutos finais completamente em aberto.
Quando tudo apontava para divisão de pontos, surgiu o golpe final. A cinco segundos do fim, Dudu subiu no terreno e rematou logo após o meio-campo, a bola entrou na área e Vilian desviou para o 2-3, consumando a vitória minhota num momento de enorme frieza competitiva.
Ainda houve tempo para Jorge Monteiro lançar o 5x4 com Henrique Vicente como guarda-redes avançado, mas o relógio não permitiu nova reviravolta.
Foi um triunfo sofrido mas eficaz do SC Braga, que mostrou competência nas bolas paradas, capacidade de resposta após o empate e maturidade para decidir nos instantes finais. O Eléctrico revelou coragem, transições perigosas e espírito competitivo, mas pagou caro as falhas individuais e a falta de eficácia nas oportunidades claras.
A figura da partida foi Vilian, decisivo com dois golos, sendo determinante na vitória bracarense.