Águia ressuscita após susto e consuma reviravolta de campeão na Luz.



O Benfica venceu o Leões Porto Salvo por 4-2, manteve-se firme na liderança e protagonizou uma reviravolta de enorme peso competitivo, depois de ter estado a perder por dois golos perante um adversário que colocou sérios problemas durante largos períodos do encontro.

O resultado final mostra autoridade, mas o jogo esteve longe de ser simples para a formação de Cassiano Klein. Durante boa parte da primeira metade, foi o Leões Porto Salvo quem melhor executou o plano de jogo, explorando erros encarnados, impondo agressividade competitiva e colocando em sobressalto um Benfica que, sobretudo na primeira parte, esteve abaixo do seu padrão.

Ainda assim, os primeiros sinais de perigo até surgiram do lado encarnado. Logo no primeiro minuto, Léo Gugiel subiu no terreno e obrigou André Sousa à primeira intervenção da noite. Pouco depois, Lúcio esteve perto do golo, surgindo na cara do guarda-redes visitante, mas a bola saiu ao lado.

O Benfica entrava pressionante, mas começava a revelar sinais de instabilidade, sobretudo na gestão com bola e na saída desde trás. E o Leões soube aproveitar.

Aos 11 minutos, num lance de bola parada muito bem trabalhado, o conjunto de Cláudio Moreira explorou os bloqueios num canto e libertou Isaías, que fez o 0-1.

O golpe foi sentido, mas pior ficou para os encarnados dois minutos depois.

Aos 13’, novo erro de Léo Gugiel na construção, bola perdida, combinação rápida entre Hiroshi e Injái, e o capitão finalizou para o 0-2.

Era um momento delicado para o Benfica.

Cassiano Klein pediu time-out, tentou reorganizar a equipa e a resposta começou a surgir, ainda que entre sobressaltos. Lúcio atirou ao poste, Pany ameaçou, mas o Leões continuava perigosíssimo, com Anderson Fortes a causar desequilíbrios constantes.

O 0-2 ao intervalo não chocava.

Na segunda parte, porém, apareceu outro Benfica.

A entrada encarnada trouxe mais intensidade, mais pressão e maior capacidade de encostar o adversário atrás. O Leões ainda criou perigo — sobretudo por Anderson Fortes, que continuou a ser um dos grandes agitadores do jogo — mas o momento de viragem estava a aproximar-se.

Chegou aos 26 minutos.

Num grande trabalho individual, Jacaré recebeu, rodou sobre o defensor e reduziu para 1-2.

E segundos depois, o jogo explodiu.

Lúcio, com um remate rasteiro desde zona recuada, aproveitou um erro de André Sousa e fez o 2-2.

O Leões mal teve tempo para respirar.

Logo a seguir, Jacaré voltou a criar perigo, a bola sobrou na área e Lúcio apareceu para o 3-2, completando uma reviravolta absolutamente impressionante em poucos segundos.

Em instantes, o jogo tinha mudado completamente.

O Leões tentou reagir e teve ocasiões para empatar. Ruan Silvestre atirou ao poste, Léo Gugiel respondeu com intervenções decisivas e a defesa encarnada conseguiu sobreviver à pressão.

Mas quando o jogo ainda parecia aberto, surgiu o golpe definitivo.

Aos 36 minutos, Higor recebeu de costas, rodou e disparou uma bomba para o 4-2. Um grande golo. Um golo de sentença.

O Leões ainda arriscou tudo no 5x4, com Hiroshi como guarda-redes avançado, tentou reabrir a discussão e voltou a ameaçar por Ruan Silvestre e Andriy Dzyalo, mas Léo Gugiel, depois dos erros iniciais, redimiu-se com várias defesas decisivas.

O Benfica segurou a vantagem, controlou os momentos finais e confirmou uma vitória construída entre sofrimento, reação e eficácia.

Foi um triunfo de carácter e peso competitivo para o Benfica, que soube sobreviver a uma primeira parte muito complicada, reagiu com enorme capacidade emocional e decidiu o jogo com uma explosão ofensiva devastadora na segunda metade. Com esta vitória, os encarnados mantêm-se firmes na liderança e reforçam sinais de equipa capaz de resolver jogos mesmo em contexto adverso.

Já o Leões Porto Salvo, apesar de uma exibição muito competente e de ter colocado o líder em grandes dificuldades, acabou por pagar caro a quebra emocional sofrida após o empate e, sobretudo, a incapacidade para travar a avalanche encarnada nos minutos decisivos.

A figura da partida foi Lúcio, autor de dois golos, decisivo na reviravolta e determinante no momento em que o Benfica transformou um cenário de crise numa noite de afirmação. Mas esta foi também uma história de reação coletiva — e, talvez, de candidato que se recusa a cair.


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