Do susto inicial à afirmação final: Nun’Álvares segue na Taça depois de superar o Viseu 2001
O GCR Nun’Álvares venceu o Viseu 2001 por 5-1 e garantiu presença nas meias-finais da prova, num encontro que foi equilibrado durante largos períodos, mas decidido pela maior eficácia da equipa de Fafe na segunda metade.
A eliminatória começou a um ritmo elevado e com o Viseu 2001 a entrar mais forte, assumindo a iniciativa e criando as primeiras situações de perigo. Logo no primeiro minuto, Pedro Peixoto atirou ao poste, num lance que deixou claro o atrevimento da formação viseense. Pouco depois, Ervilha foi chamado a intervir por várias vezes, negando o golo a Alexandre Lopes e Adaílton Souza.
O Nun’Álvares procurava responder com circulação e, em alguns momentos, com recurso ao guarda-redes avançado para criar superioridade, mas sentia dificuldades em transformar posse em ocasiões claras. O jogo manteve-se dividido, intenso e com oportunidades em ambas as balizas, até que surgiu o primeiro momento de inspiração.
Aos 13 minutos, Russo abriu o marcador (0-1), com um gesto de grande qualidade técnica, ao picar a bola sobre Ervilha e colocar o Viseu em vantagem. Um golo que premiava a entrada mais forte dos viseenses.
A resposta do Nun’Álvares não demorou. Aos 14’, Zé João fez o 1-1, após assistência de Pelé Romão, num lance bem construído que devolveu o equilíbrio ao marcador e ao jogo. Até ao intervalo, o encontro manteve-se aberto, com oportunidades de parte a parte, mas sem alterações no resultado.
A segunda parte trouxe um Nun’Álvares mais assertivo e mais eficaz.
Depois de alguns minutos de equilíbrio, o momento-chave surgiu aos 25 minutos. Zé João aproveitou um erro na construção do Viseu e, com a baliza deserta, fez o 2-1, colocando a equipa de Fafe pela primeira vez em vantagem.
O golo teve impacto imediato no jogo. O Nun’Álvares ganhou confiança, passou a controlar melhor os ritmos e começou a empurrar o adversário para trás. O Viseu tentou reagir, sobretudo através de Adaílton e Pedro Peixoto, mas encontrou sempre uma equipa organizada e um Ervilha seguro entre os postes.
A confirmação da superioridade surgiria aos 33 minutos, quando Rodrigo Rego fez o 3-1, com um remate forte após reposição lateral, ampliando a vantagem e colocando o Nun’Álvares mais perto da qualificação.
Perante a desvantagem, o Viseu 2001 arriscou tudo e lançou-se no 5x4 aos 37 minutos, com Pedro Peixoto como guarda-redes avançado. No entanto, a aposta revelou-se decisiva… mas para o adversário.
Com espaços para explorar, o Nun’Álvares foi eficaz e sentenciou a partida. Aos 39 minutos, Rodrigo Rego fez o 4-1, aproveitando a baliza deserta, e logo de seguida Sérgio Ribeiro fechou o resultado em 5-1, também de longa distância, confirmando uma vitória clara no marcador.
Foi um triunfo justo e construído com inteligência por parte do Nun’Álvares, que soube resistir ao melhor momento inicial do adversário, foi mais eficaz nos momentos decisivos e aproveitou de forma exemplar o risco assumido pelo Viseu na fase final.
Já o Viseu 2001, apesar de uma entrada muito positiva e de ter criado várias oportunidades, acabou por pagar caro os erros na construção e a menor eficácia ofensiva, sobretudo na segunda parte, onde perdeu o controlo do jogo.
A figura da partida foi Zé João, autor de dois golos decisivos — o empate e o golo da reviravolta — sendo determinante no momento em que o jogo mudou de rumo a favor do Nun’Álvares.
Foto - FPF.PT