Antevisão dos jogos 2 das meias-finais da Liga Placard, por António Aires
PLAY OFFS – JOGOS 2
Sporting e Benfica com um pé na final
Os crónicos candidatos ao título deram um passo decisivo para atingir novamente a final.
BENFICA vs LEÕES DE PORTO SALVO
O primeiro jogo das meias-finais entre Leões de Porto Salvo e Benfica deixou uma ideia muito clara: o resultado final não traduziu o equilíbrio competitivo que existiu durante largos momentos da partida.
A entrada repartida mostrou precisamente aquilo que Cláudio Moreira pretendia para esta eliminatória: retirar conforto ao Benfica, pressionar emocionalmente a circulação encarnada e manter o jogo vivo durante o máximo de tempo possível. E, durante vários minutos, os Leões conseguiram-no.
O problema esteve na eficácia.
O Benfica foi extremamente clínico e cínico nos momentos-chave da partida. Primeiro através de um lance de bola parada concluído de forma magistral por André Coelho e, depois, aproveitando um erro individual raro de André Sousa.
Dois momentos que alteraram completamente a estabilidade emocional do encontro.
Na segunda parte voltaram fortes, agressivos, emocionalmente ligados ao encontro e chegaram mesmo a ameaçar reduzir a desvantagem. Mas voltou a surgir aquilo que muitas vezes decide jogos desta dimensão: maturidade competitiva e eficácia nos detalhes.
O Benfica percebeu os momentos do jogo e mostrou uma capacidade muito forte para transformar pequenos erros adversários em golos.
Neste segundo jogo, os Leões de Porto Salvo entram agora praticamente sem margem de erro, mas também sem grande peso emocional externo. A obrigação está toda do lado do Benfica.
E isso pode alterar a abordagem do encontro.
O grande desafio dos Leões será outro: evitar que a ansiedade os faça entrar em desorganização.
No primeiro jogo, sempre que perderam equilíbrio nas transições ou se expuseram ao erro, o Benfica castigou de imediatamente.
Do lado encarnado, o objetivo será exatamente o contrário: controlar posse e o ritmo de jogo, gerir emocionalmente o ambiente.
André Sousa será baixa nas redes adversárias.
O Benfica continua claramente mais próximo da final.
Não esquecer o risco que as equipas grandes muitas vezes ignoram nestes momentos, que é acreditar que uma eliminatória está controlada antes do tempo.
E Porto Salvo já mostrou várias vezes nesta época que, emocionalmente, nunca abandona os jogos.
SPORTING CP vs SC BRAGA
O primeiro duelo entre Sporting e Braga confirmou aquilo que muitos antecipavam para esta meia-final: uma série extremamente exigente e intensa tacticamente.
O triunfo leonino por 2-4 no Minho acabou por revelar muito daquilo que diferencia atualmente estas duas equipas em contexto de pressão máxima.
O Sporting entrou melhor, mais agressivo e tacticamente muito confortável no seu plano de jogo.
Durante largos minutos conseguiu controlar ritmos, limitar ofensivamente os arsenalistas e encontrar com frequência o pivot em zonas perigosas.
O golo de Zicky Té traduziu precisamente isso: dinâmica coletiva, qualidade individual e enorme conforto do Sporting nos momentos iniciais da partida.
Pouco depois veio ao de cima a qualidade da decisão nos esquemas táticos com Tomás Paçó a finalizar o trabalho de laboratório.
A pausa técnica de Joel Rocha foi um momento interessante para reorganizar os Gverreiros do Minho, estabilizá-los de forma a amenizar as investidas do leão.
E a segunda parte teve um perfil distinto.
O Braga aproximou-se do empate, teve ocasiões claras e mostrou capacidade competitiva para discutir a eliminatória.
Mas alguns erros individuais em momentos proibidos tiveram impacto no desfecho final.
Agora para este segundo jogo, o Braga entra praticamente em cenário de sobrevivência competitiva.
E isso pode tornar a equipa ainda mais perigosa.
Sabe o que é vencer no João Rocha.
Será que os arsenalistas vão assumir riscos na tentativa de impedir que o Sporting controle emocional e taticamente o jogo?
Joel Rocha sabe perfeitamente que, se permitir novamente um jogo demasiado estratégico e racional, os leões acabam normalmente por encontrar vantagem nos detalhes.
O problema dessa abordagem mais agressiva é a maturidade competitiva do leão.
Mata sem piedade!
Estará a eliminatória fechada? Ou o Sporting está mais próximo de regressar à final da Liga Placard?
Vamos, comecem os jogos!
Viva o Futsal.