Cassiano Klein lança o Jogo 2: "Disputar todos os lances no limite"
Com a ambição em níveis máximos e a determinação de quem quer ditar as regras na discussão pelo título, a equipa masculina de futsal do Sport Lisboa e Benfica entra em campo às 21h15 de terça-feira, 16 de junho, no Pavilhão João Rocha, focada em somar o segundo triunfo na final do playoff da Liga Placard e deixar a rota rumo à glória muito bem encaminhada.
O coletivo encarnado sabe perfeitamente o que é preciso fazer num ambiente adverso. Mais do que gerir a vantagem conquistada no jogo inaugural disputado a 12 de junho no Pavilhão da Luz, o objetivo passa por impor identidade desde o primeiro segundo, respondendo à previsível pressão do antagonista com maturidade competitiva. Cassiano Klein, treinador brasileiro do campeão nacional em título, valorizou em primeiro lugar o que mais agradou no triunfo do Jogo 1.
"O que mais me satisfez no 1.º jogo? A constância da equipa. Fomos uma equipa que jogou 40 minutos acreditando muito em tudo o que nós tínhamos pensado. Mostrámos um carácter muito grande, aproveitando muito também essa energia das bancadas, que foi algo incrível para nós. Essa unificação foi primordial para conseguirmos o resultado. E queremos melhorar alguns pontos, conseguir ser mais consistentes com a bola, na própria bola parada, conseguirmos ter êxito, guarda-redes subido… Enfim, é um jogo muito dinâmico e esperamos conseguir, a cada jogo, aprender e fazer melhor, porque sabemos que a equipa adversária vai subir o nível e a única maneira de competirmos muito bem é elevarmos também o nosso nível", explicou Cassiano Klein em declarações aos meios do clube.
Com o conjunto leonino a jogar perante o seu público e em desvantagem na eliminatória, a preparação mental e competitiva ganha ainda mais peso. A forma como se encara a agressividade esperada do adversário é, para o treinador, um dos pontos centrais da abordagem ao dérbi.
"Essa é a grande aprendizagem de jogar grandes competições, de enfrentar equipas de altíssimo nível, porque só há uma forma de ficar no topo: aprender e crescer, aprender e crescer. E, neste jogo, sabemos que vamos ter vários desafios pela frente. O mais importante é ter carácter como equipa, saber que vamos entrar lá e que vamos ter de disputar todos os lances no limite. Todos. Não podemos ter lampejos, porque automaticamente a equipa adversária 'machuca-nos' muito. E crescer como equipa. Precisamos de passar por esses momentos para criarmos cada vez mais uma cultura. Enfrentamos uma equipa muito bem estabelecida, que tem muito claro aquilo em que acredita, como ideia. Uma equipa muito difícil de combater. E acredito que estamos a crescer nesse sentido, porque estamos a empenhar-nos ao máximo para conseguir retribuir também o carinho e a expectativa que existem em relação à nossa equipa. Espero que, no final, consigamos alcançar os nossos objetivos", desejou o técnico brasileiro.
No Pavilhão João Rocha, a força da massa adepta benfiquista é um fator emocional que pode voltar a ser determinante numa eliminatória tão equilibrada. Cassiano Klein fez questão de evidenciar o peso dos adeptos encarnados que farão a viagem até casa do rival, mesmo sabendo que estarão em menor número.
"Primeiro, eu entendo o que significa este Campeonato para nós. Para nós, equipa técnica, atletas e adeptos. E isso nós levamos connosco. O tempo todo está aqui enraizado. E lá sabemos que os adeptos que estiverem presentes naquele momento vão fazer uma força muito grande para que o seu canto chegue até nós. Porque, como estaremos em menor número, eles vão ter de fazer um esforço ainda maior. E isso contagia-nos, porque eles não desistem. Não se deixam abafar. Eles vão, eles vão. E é isso que nós temos de fazer: não nos entregar nunca, lutar até ao final. Mas eles são um grande exemplo para nós. Quando olhamos para a bancada e vemos todo o esforço deles, a cantar para que essa sinergia chegue até nós, olhamo-nos uns aos outros e percebemos que temos de dar um passo mais dentro de campo. E, como eu falei, espero que tenhamos a competência para conseguir, no final, alcançar o nosso objetivo", frisou Cassiano Klein, o comandante do campeão nacional em título.