Portugal fecha preparação e aponta baterias ao Mundial Universitário de Futsal
As Seleções Nacionais Universitárias de Futsal concluíram esta sexta-feira o estágio final de preparação para o Campeonato Mundial Universitário, que decorrerá entre 1 e 7 de julho, em Varsóvia, na Polónia. Depois de quase duas semanas de trabalho na Cidade do Futebol, as equipas orientadas por Pedro Palas e Ricardo Azevedo seguem agora para a competição com o objetivo de lutar pelos melhores resultados.
No último dia de estágio, a Seleção Nacional Universitária Masculina venceu a equipa B do Leões de Porto Salvo por 6-1, encerrando a preparação com boas indicações. No balanço final, Pedro Palas mostrou-se satisfeito, embora reconheça que ainda existem alguns aspetos a afinar.
"Primeiro, sensações boas, ainda com algumas coisas em que temos que afinar relativamente à nossa organização, principalmente ofensiva. Foram três testes diferentes, e hoje encontrámos uma exigência distinta, que nos obrigou a trabalhar aspetos que ainda não tinham surgido com tanta incidência, nomeadamente a defesa ao guarda-redes avançado. Acima de tudo, foram bons testes para consolidar a preparação que temos vindo a realizar e chegarmos ao início da competição cada vez mais preparados."
O selecionador acredita que a identidade competitiva será determinante numa prova onde Portugal poderá disputar seis jogos em sete dias.
"Acima de tudo temos de correr e estar organizados. Queremos levar para a competição a nossa identidade, quer a atacar quer a defender, e ter a atitude competitiva e mental necessária para enfrentar uma semana muito exigente, com seis jogos em sete dias. Será fundamental recuperar bem de jogo para jogo para estarmos sempre preparados para o desafio seguinte."
No setor feminino, a seleção universitária encerrou o estágio frente à equipa masculina de Sub-17 da Quinta dos Lobos, acabando derrotada por 8-3, num encontro inserido na estratégia de preparação para o Mundial.
Apesar do resultado, Ricardo Azevedo destacou a evolução demonstrada pelas atletas ao longo das últimas semanas.
"O balanço é positivo. Nota-se claramente a evolução delas, cresceram muito principalmente do ponto de vista defensivo, embora ainda haja aspetos para melhorar com bola."
O técnico explicou ainda que os jogos frente a equipas masculinas tiveram um propósito bem definido, preparando a equipa para aquilo que encontrará logo na estreia frente à anfitriã Polónia.
"Jogámos frente a equipas masculinas que utilizam frequentemente o guarda-redes subido, algo muito semelhante ao que vamos encontrar na Polónia. Foi uma escolha intencional para preparar esse primeiro desafio. Os dois jogos tiveram precisamente esse propósito: criar contextos de grande exigência física para desenvolver a resiliência, a atitude e a capacidade de manter a lucidez nos momentos de maior dificuldade. Ainda temos alguns detalhes para corrigir, mas estamos muito próximos daquilo que pretendemos."
Sobre o primeiro encontro da competição, Ricardo Azevedo espera um desafio de elevado grau de dificuldade.
"Vai ser um jogo muito competitivo e muito difícil. Vamos precisar de máxima concentração, vencer os duelos e manter a cabeça no lugar durante todo o encontro. Se conseguirmos colocar em prática aquilo que temos vindo a trabalhar, acredito que poderemos terminar o jogo satisfeitos com a nossa prestação."
A comitiva portuguesa parte para Varsóvia no próximo domingo, 28 de junho.
A seleção feminina integra o Grupo A, juntamente com Polónia, Taipé Chinês, Costa Rica e Estados Unidos, estreando-se diante das anfitriãs no dia 1 de julho, às 15h00 (hora de Portugal Continental).
Já a seleção masculina ficou inserida no Grupo B, onde medirá forças com Finlândia, Brasil e Israel, iniciando a sua campanha igualmente no dia 1 de julho, às 09h00, frente aos finlandeses.
Depois de um estágio exigente e marcado por vários testes competitivos, Portugal segue para a Polónia com a ambição de voltar a colocar o futsal universitário nacional entre as principais potências mundiais.