Bernardo Paçó agiganta-se e segura a estreia do Sporting
O Sporting CP arrancou a caminhada na Liga Placard 2026/27 com uma vitória suada sobre o recém-promovido Portimonense SC, por 1-0, no Pavilhão João Rocha. Depois de ter conquistado a Supertaça no arranque da época, o campeão europeu somou os primeiros três pontos, mas numa exibição que ficou muito aquém do esperado — e só não passou por mais aperto graças a uma exibição monumental de Bernardo Paçó, autêntico herói de uma noite em que a equipa da casa esteve longe do seu melhor.
O jogo começou com uma entrada forte dos leões. Logo ao minuto 2, Rocha ficou na cara de Juan Pinheiro, mas o guardião algarvio fez a mancha, e o ala insistiu aos 3 e aos 4 minutos, obrigando a novas intervenções. O golo, contudo, acabou por nascer de um erro. Ao minuto 5, Juan Pinheiro cometeu um tremendo erro na saída de bola e deixou o esférico à mercê de Bruno Pinto, que, sem oposição, atirou para o fundo das redes: 1-0.
O Sporting deu a sensação de que ia dominar, mas o Portimonense não se encolheu e foi crescendo no encontro. Ao minuto 7, Adaílton Souza tentou o chapéu, mas Bernardo Paçó segurou, e o mesmo jogador voltou a aparecer ao minuto 9, sem sucesso perante o guardião leonino. André Rochato (10') e Montanha (12') também ameaçaram, num período em que a formação algarvia já batia com perigo à porta. Ainda antes do intervalo, ao minuto 20, Andriy Dzyalo teve o empate nos pés, mas Bernardo Paçó negou-o com uma defesa impressionante. Ao descanso, o curto 1-0 traduzia bem o equilíbrio de um primeiro tempo animado.
A segunda parte trouxe um Portimonense ainda mais atrevido, a subir linhas e a pressionar alto. Aos 22 e 23 minutos, Montanha apareceu por duas vezes na cara de Bernardo Paçó, que voltou a brilhar, e o guarda-redes português repetiria a dose vezes sem conta ao longo do tempo. O Sporting respondia em transição, com Diogo Santos (26'), Rúben Teixeira (28' e 32') e, sobretudo, Felipe Valério (30') a rondarem o segundo golo, mas faltava-lhe pontaria e a vantagem manteve-se sempre por um fio.
Na reta final, o Portimonense atirou tudo para o ataque. Ao minuto 38, os algarvios apostaram no 5x4, com guarda-redes avançado, e carregaram em busca do empate. Bruno Maior cortou um remate de Luiggi Baptista (35'), mas o protagonista voltou a ser Bernardo Paçó: negou André Rochato ao minuto 39 e Tomás Reis já ao minuto 40, com intervenções decisivas que seguraram a vantagem até ao apito final.
Foi um triunfo trabalhado, mas pouco convincente, do Sporting CP, que aproveitou um erro madrugador para marcar cedo, mas depois nunca conseguiu impor a sua superioridade nem matar o jogo, dependendo da inspiração do seu guarda-redes para segurar os três pontos. Um arranque de Liga a merecer reparos para a equipa de Nuno Dias. Já o Portimonense SC, apesar de recém-promovido, fez uma exibição corajosa e competente, ameaçou por diversas vezes o empate e saiu de Alvalade de cabeça erguida, pagando caro apenas o erro do seu guardião no lance do golo e a falta de eficácia perante um Bernardo Paçó em estado de graça.
Figura do Jogo: Bernardo Paçó (Sporting CP)
Não houve discussão possível. O guarda-redes português foi, de longe, o melhor em campo, com um rol impressionante de defesas decisivas perante Adaílton Souza, Montanha, Andriy Dzyalo, André Rochato e Tomás Reis. Sempre que o Portimonense ameaçou — e ameaçou muitas vezes —, foi Bernardo Paçó quem manteve a baliza inviolada. Numa noite pouco inspirada do Sporting, foi o guardião quem, sozinho, segurou a estreia vencedora dos leões.