Nuno Dias: «Não precisamos de pressões extra para ganhar títulos»
O Sporting lidera a Liga Placard com duas vitórias em dois jogos, 8 golos marcados e nenhum sofrido, mas Nuno Dias não quer ouvir falar em pressão acrescida. Depois de uma época em que os leões venceram a Liga dos Campeões e falharam a reconquista do título nacional, o treinador leonino garante que a bitola é sempre a mesma.
«Não traz pressão nenhuma. Não precisamos de pressões extra. A exigência que colocamos diariamente no treino, quem tiver a oportunidade de ver um treino nosso, ao fim de cinco ou dez minutos percebe o grau de exigência que nós colocamos a nós próprios», afirmou, no Media Day da Liga Placard, em declarações a A Bola.
E foi mais longe: «O facto de não termos sido campeões nacionais? Fomos campeões europeus. Nós podíamos ter vencido todas as competições no ano passado. Champions, Taça de Portugal, Liga, Supertaça... tínhamos que ter vencido tudo. É o grau de exigência e o grau de compromisso.»
Os «velhos» Zicky, Bernardo e TomásCom a saída de figuras como João Matos, Taynan, Pauleta, Allan e Henrique, o Sporting aposta numa nova fornada de jovens. Nuno Dias recorda que os atuais líderes do balneário fizeram o mesmo caminho há poucos anos. «Mais do que estarmos a dar oportunidades, são eles que conquistam e são eles que estão a fazer por merecer estas oportunidades. Se há uns anos essa fornada do Zicky, do Bernardo e do Tomás conseguiu agarrar as oportunidades, neste momento já não são esses jovens, já parecem os velhos da equipa.»
O aviso vem logo a seguir. «Não nos podemos esquecer de que são miúdos ainda e que pode acontecer haver alguns altos e baixos nas exibições. Às vezes, o elogio em demasia, quando as coisas começam, não é benéfico, porque deslumbram e pensamos que o trabalho já foi feito. Acredito que vai ser um caminho de altos e baixos.»
«Os bons balneários fazem-se com vitórias»Sobre o regresso de Erick Mendonça e a gestão de um grupo renovado, o técnico foi direto. «Os bons balneários fazem-se com vitórias. Se não se ganhar, não há bons balneários. O balneário pode ser muito bom e pode ser uma grande família, mas se as derrotas forem constantes, o balneário não é bom, porque há desacordos, há desagrados.»
«Mais importante do que os que saem é aquilo que fica. Falamos muitas vezes em mística. Quem a recebeu e absorveu é agora responsável por transmiti-la a quem chega.»
Ao Record, Nuno Dias comentou ainda a entrada do FC Porto no futsal, que considera «um bom marco para a modalidade», e afastou a ideia de sair do país: «Se eu quisesse já estava a treinar no estrangeiro há muito tempo.»
Declarações recolhidas por A Bola e Record no Media Day da Liga Placard.