ElPozo vence o ‘Clásico’ em Torrejón e trava Inter com autoridade
O ElPozo Murcia venceu o Inter JP Financial por 3-0 no primeiro ‘Clásico’ da temporada, disputado este sábado no Jorge Garbajosa, em Torrejón de Ardoz, num encontro em que a eficácia murciana contrastou com o volume ofensivo criado pela formação da casa.
O Inter assumiu momentos de iniciativa, procurou instalar-se em campo ofensivo e acumulou situações para marcar, mas encontrou pela frente um Antonio em grande nível. Do outro lado, o ElPozo foi clínico nos momentos-chave: Bebe, Dener e Drahovsky construíram uma vitória que ganha peso pela forma como a equipa soube controlar o jogo sem necessitar de dominar a posse.
Inter cria, ElPozo castiga
A entrada pertenceu ao Inter.
Harrison obrigou Antonio a intervir cedo e, pouco depois, Raya, Rivillos e Cecilio também ameaçaram a baliza murciana. A equipa de Alberto Riquer conseguia chegar com frequência ao último terço, mas faltava transformar a iniciativa em vantagem.
O ElPozo respondeu através das transições e começou a mostrar que cada perda de bola poderia ter consequências.
Ao minuto 10, numa situação de bola parada, Bebe encontrou o espaço necessário para fazer o 0-1.
O golo não alterou a postura do Inter. Javi Mínguez e Raya continuaram a procurar o empate, mas foi novamente o conjunto murciano a ser eficaz.
Numa transição rápida, Dener ampliou para 0-2.
Até ao intervalo, o Inter voltou a carregar. Antonio negou o golo a Raya e Pirata acertou no poste, num período em que os madrilenos fizeram o suficiente para reduzir, mas não encontraram eficácia.
Antonio fecha a porta
Na segunda parte, o cenário manteve-se.
O Inter procurou aumentar o ritmo e voltou a empurrar o adversário para zonas mais baixas. Harrison esteve perto de marcar, mas Antonio voltou a aparecer, numa exibição que se tornou determinante para manter a vantagem.
O ElPozo, porém, nunca deixou de ameaçar.
Dener e Santa Cruz obrigaram Jesús Herrero a intervenções importantes, num jogo em que os murcianos alternavam momentos de maior contenção com saídas rápidas sempre que encontravam espaço.
A melhor fase do Inter surgiu já com o jogo avançado.
Harrison esteve muito perto do 1-2, mas Antonio respondeu com uma dupla defesa, enquanto Javi Mínguez viu um remate de pé esquerdo passar muito perto da baliza.
O Inter aumentava a pressão. O golo parecia aproximar-se.
Foi precisamente aí que o ElPozo voltou a castigar.
Drahovsky sentencia quando o Inter mais apertava
Ao minuto 34, quando a formação de Torrejón atravessava um dos seus melhores períodos, Drahovsky marcou o 0-3.
Um golpe pesado para uma equipa que vinha acumulando oportunidades e que, em poucos segundos, passou de procurar o 1-2 para ficar três golos atrás.
Alberto Riquer lançou então o guarda-redes avançado nos últimos cinco minutos.
O Inter tentou acelerar a circulação e criar superioridade no ataque posicional, mas voltou a esbarrar em Antonio, que ainda negou o golo a Toni Escribano e Rivillos, enquanto Cecilio também não conseguiu encontrar a baliza.
O 0-3 manteve-se até ao final.
Eficácia murciana decide o clássico
O resultado acaba por contar duas histórias diferentes dentro do mesmo jogo.
O Inter teve bola, iniciativa e oportunidades, sobretudo em ataque organizado, mas faltou-lhe eficácia nos momentos em que conseguiu entrar em zonas de finalização.
O ElPozo soube sofrer, defendeu com um guarda-redes em enorme plano e foi muito mais agressivo na conversão das oportunidades que criou.
A bola parada de Bebe, a transição finalizada por Dener e o golo de Drahovsky no melhor período do Inter resumem bem um clássico decidido menos pelo volume ofensivo e mais pela capacidade de transformar momentos em golos.
No primeiro grande clássico da temporada, o ElPozo sai do Jorge Garbajosa com uma vitória categórica, construída na eficácia e protegida por uma exibição decisiva de Antonio.